Presidente do Banco Central comentou proposta do senador Renan Calheiros que prevê usar conta para fundos de pensão O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em entrevista à imprensa — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 12:43 Presidente do BC critica proposta de Renan sobre FGC para pensões O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressou preocupação com a proposta do senador Renan Calheiros, que visa ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para fundos de pensão. Galípolo teme que essa extensão distorça a finalidade original do FGC, destinada a proteger investidores de varejo, não institucionais. Ele alerta para possíveis desequilíbrios no sistema de seguro, enfatizando que o FGC é crucial para proteger a economia popular e evitar corridas bancárias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou temer que projetos que estendem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a investimentos em fundos de pensão provoquem uma "distorção" na finalidade do fundo. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou uma proposta para que o fundo possa ressarcir os fundos de previdência de estados e municípios afetados pela crise do Banco Master e que estabelece que, nesse caso, não teria limite para ressarcimento. Hoje, esse limite é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição ou R$ 1 milhão no total. Segundo Galípolo, o objetivo do FGC é proteger o investidor de varejo e disse que o tíquete médio é bastante inferior ao limite de R$ 250 mil por instituição. — Quando a gente passa para o investidor institucional, a gente tem que tomar cuidado para não distorcer o mecanismo. O investidor de um fundo de pensão é profissional, está ali pago e remunerado para fazer investimento. Tenho bastante receio de provocar distorção sobre a finalidade do FGC — disse, ponderando que não cabe ao BC comentar iniciativas legislativas. Galípolo ainda disse que uma mudança como essa poderia provocar um desequilíbrio no pressuposto feito em qualquer seguro de que não haverá um sinistro de todos os segurados no mesmo momento. — O fundo garantidor é uma proteção para economia popular e para evitar corrida bancária — complementou o diretor de Fiscalização, Ailton Aquino.