A Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias) pede que o Banco Central atue contra as operações de CFD (Contract for Difference) e Forex no Brasil. O presidente da entidade, Rafael Furlanetti, chama essas plataformas não regulamentadas de "tigrinho do mercado de capitais."

A demanda foi apresentada por Furlanetti na última sexta-feira (22), em reunião com o presidente do BC, Gabriel Galípolo.Furlanetti considera a situação fora de controle e isso teria tornado mais urgentes as ações de fiscalização diante do volume de reclamações e denúncias registradas.

A Ancord vai criar um grupo de trabalho para fazer um documento com propostas para lidar com essas operações. O material será encaminhado ao Banco Central, Ministério da Fazenda, Receita Federal e CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A entidade solicita uma ação coordenada do estado diante da expansão dessas plataformas.

A Ancord reúne 53 entidades responsáveis por cerca de 90% do volume negociado na bolsa de valores.

CFD é um contrato financeiro entre o investidor e a corretora para trocar a diferença de valor de um ativo entre a abertura e o fechamento da operação. No Forex (Foreign Exchange), o investidor opera com pares de moedas, apostando na valorização ou desvalorização relativa entre elas. São instrumentos de alta volatilidade e permitem operar com valores maiores do que o capital real, o que faz crescer o risco das operações.CFDs não podem ser oferecidos por corretoras brasileiras, mas podem ser acessados pelas internacionais.