Sede do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do estado do Rio, que está no centro da investigação sobre aportes bilionários ligados ao Banco Master — Foto: Divulgação/Rioprevidência RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 13:06 Operação Compliance Zero: Esquema Bilionário no RioPrevidência Desvendado A investigação da oitava fase da Operação Compliance Zero revela que o esquema de Daniel Vorcaro cooptou cargos-chave do RioPrevidência, levando à aplicação irregular de R$ 3,691 bilhões no Banco Master. Entre os envolvidos estão Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do fundo, e outros diretores e gerentes, que facilitaram investimentos sem suporte técnico. As análises dos dados mostraram ligações entre esses gestores e o ex-governador Cláudio Castro, destacando a manipulação interna para legitimar operações financeiras questionáveis. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os cargos-chave do RioPrevidência, responsáveis pelas análises técnicas e por conferir segurança às operações com o dinheiro dos servidores do estado do Rio, foram cooptados pelo esquema de Daniel Vorcaro. Além do então presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, preso em fevereiro, a investigação que deu origem à oitava fase da Operação Compliance Zero aponta que o diretor e o gerente de investimentos, além da gerente de controle e auditoria internos do RioPrevidência, faziam parte de um esquema que resultou na aplicação de R$ 3,691 bilhões no Banco Master. O valor é o triplo do inicialmente apontado: R$ 970 milhões no banco de Vorcaro. Foi a análise dos dados contidos no celular do ex-banqueiro que mostrou a vinculação entre encontros com o ex-governador Cláudio Castro e os aportes no banco. As investigações mostram trocas de cargos no RioPrevidência, mudanças nas regras e pareceres que serviram para legitimar formalmente investimentos sem suporte técnico. Veja o papel de cada um dos gestores do RioPrevidência alvos na operação desta terça-feira: Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente do RioPrevidência à época, segundo a investigação teve uma participação nuclear na abertura da autarquia ao Banco Master e na operacionalização de decisões de investimentos em desconformidade com a política interna da entidade e a regulamentação aplicáveis.Eucherio Lerner Rodrigues, então diretor de Investimentos do RioPrevidência, teria solicitado o credenciamento do Master no mesmo dia da sua nomeação. Ele é considerado pela PF como principal responsável técnico, propositor e decisor das aplicações reputadas irregulares. Pedro Pinheiro Guerra Leal, então gerente de Operações e Investimentos do RioPrevidência, teria atuado para dar apoio técnico direto a todas as aplicações consideradas irregulares, na seleção de ativos em desacordo com as normas que regem o fundo. A PF indica ainda que Leal teve participação para a não adoção de providências necessárias à observância do Plano Anual de Investimentos, na apresentação de justificativas macroeconômicas genéricas e no credenciamento irregular do Banco Master e da Planner Corretora, também citada pela investigação como engrenagem do esquema.Fernanda Pereira da Silva Machado, gerente de Controle Interno e Auditoria do RioPrevidência, foi quem assinou o atestado de credenciamento fraudulento do Banco Master e da Planner, sem as análises técnicas obrigatórias. E destaca ainda a contribuição para legitimar formalmente investimentos sem suporte técnico, quando seria dela o papel de controle
Compliance Zero: No RioPrevidência, os responsáveis por proteger recursos dos servidores agiram na direção contrária
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