A corretora Planner entrou no esquema do Rioprevidência com o Banco Master em fevereiro de 2024 para ser usada como meio de pagamento aos operadores das irregularidades e como anteparo formal, segundo decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou operação da Polícia Federal contra ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e ex-dirigentes da fundação nesta terça-feira. Segundo a investigação da PF, o credenciamento do Master e da corretora Planner no Rioprevidência foi feito com base em atestado fraudulento. “A investigação aponta a criação de um mecanismo adicional de intermediação que, em tese, servia tanto de anteparo formal às irregularidades quanto de veículo para ampliação das taxas de corretagem e retribuição financeira aos operadores do esquema”, diz o texto. A decisão cita ainda que a investigação aponta que a primeira operação intermediada pela Planner, em 16/02/2024, ocorreu sem qualquer registro que justificasse a opção pela intermediadora. “Além disso, não teriam sido localizados documentos comparativos que demonstrassem vantagem econômica na intermediação em relação à contratação direta com o emissor, apesar de o RPPS [Regime Próprio de Previdência Social] já possuir canal direto com o Banco Master.” O Valor tenta contato com a Planner para um posicionamento sobre as revelações da PF.