O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o banqueiro Daniel Master, ex-CEO do Master — Foto: Marcelo Theobald/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 11:51 Ex-governador Claudio Castro é investigado por favorecer banco em esquema bilionário com Rioprevidência. A Polícia Federal investiga o ex-governador Claudio Castro por suposto favorecimento ao Banco Master, em conexão com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A PF alega que Castro teria manipulado a Rioprevidência para realizar investimentos bilionários irregulares em benefício do banco. As investigações apontam nomeações estratégicas, ignorância de alertas e supressão de etapas técnicas, resultando em aportes que desrespeitaram normas regulatórias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Além do suposto "alinhamento político" do ex-governador Claudio Castro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a Polícia Federal aponta série de eventos e indícios sobre uma suposta atuação do ex-mandatário para viabilizar os aportes bilionários da Rioprevidência no Banco Master, a começar pela troca da cúpula da autarquia logo antes dos investimentos. Segundo os investigadores, tal "alinhamento" levou à "nomeação estratégica" de nomes para cargos-chave da Rioprevidência de forma a garantir que as decisões sobre a aplicação do dinheiro dos aposentados fossem conduzidas em "desconformidade com a política de investimentos e com as normas regulatórias, mas em consonância com os interesses do Banco Master". A PF cita ainda "eventos e encontros custeados ou ade pessoal" com Castro e outras irregularidades que viabilizaram os investimentos. Segundo a corporação, foram suprimidas etapas técnicas do processo de decisão sobre onde o dinheiro dos aposentados seria aplicado e não foram apresentadas "justificativas formais idôneas" para os investimentos. A investigação aponta que os aportes bilionários em Letras Financeiras e fundos de investimento criados ou utilizados pelo Master se deram em desconformidade com a política de investimentos do regime de previdência e exigências regulatórias. A Polícia Federal viu "alterações deliberadas nos procedimentos internos, credenciamentos meramente formais, ausência de análises técnicas, concentração excessiva de risco e uso de intermediários para elevação de comissões e ocultação do pagamento de vantagens indevidas". Além disso, a corporação encontrou indícios de que as aplicações continuaram a acontecer mesmo após alertas formais de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis. Os investigadores dizem que o grupo sob investigação manteve "o fluxo de recursos públicos para operações classificadas como temerárias e desprovidas de justificativa técnica". Segundo a PF, os primeiros aportes na Rioprevidência no Master ocorreram entre outubro de 2023 e julho de 2024, em Letras Financeiras e alcançando o valor de R$ 970 milhões. Depois, a forma de investir o dinheiro dos aposentados no Master mudou, em razão de "entraves regulatórios". Assim, entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, a autarquia fez aportes em fundos estruturados pelo grupo de Vorcaro, em montante que teria atingido R$ 2,01 bilhões. "Tudo em contexto de crescente dificuldade do banco, diante de aparente crise de liquidez, tornando essencial a captação de aplicações junto a RPPSs e de substituição de instrumentos por novos produtos financeiros", sustentou a PF.