A PF apura aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado. Agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um desses mandados foi cumprido na casa de Castro, na cobertura de um prédio na Península, um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. A equipe ficou cerca de 3 horas na residência e deixou o edifício às 9h10, com 2 celulares apreendidos. O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”. Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca. Ex-governador é alvo de buscas da Polícia Federal — Foto: Charles Júnior/ TV Globo Barco de Papel Em decorrência dessa operação, Deivis Marcon Antunes, presidente do fundo à época da Barco de Papel, foi preso no início de fevereiro, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no Sul Fluminense. Àquela ocasião, ele já tinha sido exonerado. Agentes voltaram à casa de Deivis nesta terça, em Botafogo, na Zona Sul. A PF informou que a fase desta terça mira outras aplicações, de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, “totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência”. 🔎 A PF investiga suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master, que foi liquidado. O dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, está preso em Brasília. De acordo com os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência investiu R$ 970 milhões diretamente no Banco Master. Além disso, o fundo de previdência estadual também aplicou cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira. Parte desses investimentos, segundo os parlamentares, foi feita mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a proibir novos aportes do Rioprevidência no banco. O total das transferências só do Rioprevidência, segundo os cálculos do TCE, seria de aproximadamente R$ 1,6 bilhão. De acordo com Serafini, a Cedae também realizou investimentos no Banco Master. Os valores somam R$ 200 milhões. Diferença nos números A PF afirmou nesta terça, porém, ter descoberto novas aplicações do Rioprevidência de R$ 2,01 bilhões, mais do que o R$ 1,6 bilhão apontado pelo TCE. O g1 apurou que a PF não considerou na conta os investimentos da Cedae. Ex-governador Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca. Ele é alvo de buscas da Polícia Federal — Foto: Charles Júnior/ TV Globo
Cláudio Castro é alvo da PF por aportes no Banco Master | G1
Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação sobre investimentos de R$ 3 bilhões do Rioprevidência e da Cedae no Banco Master, autorizada pelo STF.











