O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mantinham um "vínculo próximo" que viabilizou aportes do Rioprevidência (fundo de previdência de servidores do Rio de Janeiro) na instituição financeira, segundo a Polícia Federal.
As desconfianças surgiram a partir de análise de material que estava em um dos celulares apreendidos de Vorcaro, e levaram o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a autorizar busca e apreensão contra o ex-governador.
O advogado de Castro, Carlo Luchione, acompanhou as buscas, mas ainda não se manifestou sobre a operação.
"A atuação do ex-governador não se limitou a contatos institucionais, mas envolveu vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro, com elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários do Rioprevidência", diz o ministro.
Segundo a decisão de Mendonça, Castro "exerceu papel politicamente relevante para a viabilização dos aportes do Rioprevidência no Banco Master".












