Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master — Foto: Ana Paula Paiva/Valor RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 12:04 Operação Compliance Zero: R$ 3,6 bi desviados do RioPrevidência A oitava fase da Operação Compliance Zero revelou desvios de R$ 3,6 bilhões do fundo RioPrevidência para o Banco Master, envolvendo o ex-governador Cláudio Castro e Daniel Vorcaro. Provas no celular de Vorcaro indicam investimentos questionáveis, mesmo sob alerta de risco. A Polícia Federal destaca encontros frequentes e influência política indevida, sugerindo corrupção e irregularidades nos aportes bilionários. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O que permitiu a operação desta terça-feira, da oitava fase da Compliance Zero, foi o achado fortuito de provas no celular de Daniel Vorcaro sobre a aplicação de R$ 2 bilhões em fundos, após ter sido inviabilizado o investimento em CDBs do Banco Master, entre 2024 e 2025. No total, a decisão do ministro André Mendonça fala em R$ 3,6 bilhões desviados para o Master. O relatório da Polícia Federal, ressalta a decisão de André Mendonça que autorizou a operação de hoje, mostra que o ex-governador Cláudio Castro teve encontros e conversas frequentes com Vorcaro e autorizou investimentos quando o banco já enfrentava dificuldades e os órgãos de controle alertavam sobre os riscos e recomendavam que não fossem feitas aplicações no Master. Assim como na Operação Sem Refino, que apontava que Castro teria feito arranjos para beneficiar a Refit, a operação desta terça-feira traz indícios de tratativas ilícitas entre o ex-governador e o ex-banqueiro, com interferência política indevida o RioPrevidência. "As investigações revelam alterações deliberadas nos procedimentos internos, credenciamentos meramente formais, ausência de análises técnicas, concentração excessiva de risco e uso de intermediários para elevação de comissões e ocultação do pagamento de vantagens indevidas", diz um trecho da decisão do ministro. A Polícia Federal fez uma reconstrução cronológica dos aportes realizados pelo RioPrevidência no Banco Master que indica sincronismo entre encontros mantidos entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro e os aportes financeiros subsequentes do fundo. A atuação do ex-governador, segundo a investigação, não se limitou a contatos institucionais, envolveu vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo ex-banqueiro, com elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários do RioPrevidência. A investigação chama atenção ainda para a alteração prévia da composição da diretoria do RioPrevidência, a supressão de etapas técnicas do processo decisório e a ausência de justificativas formais idôneas, o que reforça a probabilidade de interferência política indevida no fundo de previdência dos servidores do estado. Segundo as investigações, há fortes indícios da prática de corrupção e de crimes contra o sistema financeiro e a previdência complementar.
Estava no celular de Vorcaro, informação sobre novos desvios de dinheiro do RioPrevidência para o Master, de responsabilidade de Cláudio Castro
Estava no celular de Vorcaro, informação sobre novos desvios de dinheiro do RioPrevidência para o Master, de responsabilidade de Cláudio Castro















