Investigação da PF contra Cláudio Castro ocorre após alertas do TCE sobre aplicações que chegaram a R$ 3 bilhões Sede do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do estado do Rio, que está no centro da investigação sobre aportes bilionários ligados ao Banco Master — Foto: Divulgação/Rioprevidência RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 07:16 PF investiga ex-governador Cláudio Castro por investimentos suspeitos no Rioprevidência A Polícia Federal investiga o ex-governador Cláudio Castro devido a aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master, após alertas do TCE-RJ. As aplicações, que chegaram a R$ 3 bilhões, foram consideradas arriscadas e sem cobertura do FGC. O TCE identificou graves irregularidades e determinou a suspensão de novos investimentos no banco. Castro é alvo de buscas, mas nega irregularidades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As aplicações bilionárias do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master voltaram ao centro da crise política do Rio após a operação da Polícia Federal que teve o ex-governador Cláudio Castro como alvo nesta terça-feira. A investigação apura aportes feitos pelo estado por meio do fundo previdenciário dos servidores estaduais em produtos financeiros vinculados à instituição bancária, em um caso que já havia sido alvo de alertas e decisões do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) desde o ano passado. O Rioprevidência administra os recursos que pagam aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores estaduais. A polêmica começou após técnicos do TCE identificarem uma concentração considerada excessiva de recursos aplicados no Banco Master. Inicialmente, o fundo admitia cerca de R$ 960 milhões investidos em letras financeiras da instituição — títulos sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Com o avanço das apurações, porém, o tribunal passou a apontar uma exposição muito maior. Em monitoramento realizado entre maio e julho de 2025, técnicos do TCE concluíram que o valor total exposto a títulos emitidos ou fundos administrados pelo Master chegava a R$ 2,6 bilhões, mais de 25% do patrimônio do Rioprevidência. Agora, segundo informações da PF, o montante investigado já alcança R$ 3 bilhões. Cláudio Castro é alvo de operação da PF que mira em fraudes no setor de combustíveis 1 de 8 Cláudio Castro é alvo de operação da PF que mira em fraudes no setor de combustíveis — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 2 de 8 Na foto, GPI da Polícia Federal — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Ex-governador do Rio deixou o cargo em março — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 4 de 8 Ação também mira empresário Ricardo Magro, alvo de prisão preventiva — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo X de 8 Publicidade 5 de 8 Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em seu endereço em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 6 de 8 Ele é alvo de mandado de prisão preventiva nesta sexta-feira e foi determinada a inclusão do seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, pois é considerado foragido. — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo X de 8 Publicidade 7 de 8 Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão — Foto: Foto de leitor 8 de 8 As investigações apuram possíveis inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo — Foto: Genilson Araújo / TV Globo X de 8 Publicidade Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em seu endereço na Barra da Tijuca A área técnica do TCE afirmou ter encontrado “graves irregularidades” nas operações. Em maio de 2025, a Corte fez um alerta formal aos gestores do Rioprevidência, afirmando que novas aplicações poderiam resultar na “integral assunção do risco de possíveis irregularidades” pelos responsáveis pelo fundo. Apesar disso, o tribunal apontou que cerca de R$ 1 bilhão teria sido aportado posteriormente em aplicações ligadas ao Banco Master. Para a relatora do caso no TCE, a conselheira Mariana Montebello Willeman, os novos investimentos indicavam “agravamento do cenário” e uma “gestão possivelmente irresponsável dos recursos”. Em decisão unânime, os conselheiros determinaram que o Rioprevidência deixasse de realizar novos investimentos em instrumentos financeiros emitidos, administrados ou geridos por empresas do Banco Master e por instituições que não atendessem aos princípios de segurança e prudência financeira. O tribunal também decidiu intimar o então governador Cláudio Castro para avaliar uma possível intervenção no fundo previdenciário estadual, diante do risco apontado pelos técnicos. O Rioprevidência sempre negou irregularidades. Em nota divulgada à época, a autarquia afirmou que não realizava novas aplicações no Banco Master desde abril de 2024 e sustentou que cumpria integralmente as determinações do TCE. O órgão também contestou os números apresentados pela Corte, alegando que o valor efetivamente investido era de aproximadamente R$ 960 milhões e que as operações permaneciam “regulares e adimplentes”. A investigação teve origem em uma denúncia apresentada pelo deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha. Em audiência pública realizada em novembro de 2024, o então presidente do Rioprevidência, Deivis Antunes, confirmou a existência das aplicações no Banco Master. Na sequência, uma representação aberta pela Secretaria-Geral de Controle Externo do TCE sustentou que os investimentos teriam sido feitos sem autorização do conselho de administração do fundo e com justificativas consideradas inconsistentes. Durante depoimento no tribunal, o ex-diretor de investimentos do Rioprevidência, Euchério Lerner Rodrigues, afirmou que o fundo decidiu ampliar aplicações em bancos menores a partir de 2023 para diversificar os investimentos, até então concentrados em grandes instituições financeiras. Segundo ele, dois fatores pesaram na escolha pelo Banco Master: a rentabilidade das letras financeiras, que superava 130% do CDI, e a relação comercial da instituição com o governo estadual, já que o banco operava crédito consignado para servidores ativos e aposentados do estado. Nesta terça-feira, a Polícia Federal cumpriu 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal por ordem do ministro André Mendonça. Até o momento, a PF não informou quais crimes são investigados nem detalhou os alvos das buscas.
Cláudio Castro alvo: Relembre o caso dos aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master
Investigação da PF contra Cláudio Castro ocorre após alertas do TCE sobre aplicações que chegaram a R$ 3 bilhões














