Durante os desdobramentos da investigação no caso Master, a PF (Polícia Federal) já executou mandados de busca e apreensão contra institutos de previdência de dois estados e de duas cidades do interior paulista. Estiveram no alvo os fundos de pensão de Rio de Janeiro, Amapá, Cajamar e Santo Antônio de Posse.

Levantamento feito pela Folha em novembro mostrou que esses institutos, responsáveis por pagar aposentadorias de servidores municipais e estaduais, aplicaram R$ 1,8 bilhão em letras financeiras do Banco Master sem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) entre outubro de 2023 e dezembro de 2024, segundo dados do Ministério da Previdência Social.

Nesta terça-feira (26), a PF apontou novos aportes do fundo fluminense Rioprevidência, feitos em 2025, ampliando o rombo. Com os novos dados apontados na investigação, o valor investido pelo Rioprevidência no banco de Daniel Vorcaro, incluindo fundos ligados ao Master, salta de R$ 970 milhões para R$ 3,69 bilhões.

Com isso, o rombo total nas previdências estaduais e municipais vai a R$ 4,49 bilhões.

A Folha questionou o Rioprevidência sobre a operação da PF na manhã desta terça, mas o fundo não se manifestou até a atualização desta reportagem. A solicitação foi encaminhada para a assessoria de comunicação do órgão por email às 9h40.