Operação amplia alvos por aplicações de recursos de aposentados no banco Agenda da PF em frente ao Instituto Previdenciário de Paulista — Foto: Divulgação da Polícia Federal RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 21:53 PF Intensifica Investigações sobre Desvios Bilionários no Banco Master A Polícia Federal intensificou investigações sobre irregularidades em investimentos de recursos previdenciários no Banco Master. A Operação Take Over, realizada em Paulista (PE), soma-se a outras em Cajamar, Santo André da Posse (SP), Rio, Amapá e Amazonas, totalizando suspeitas de mais de R$ 4 bilhões. Ações apontam decisões sem critérios técnicos, possível corrupção e pressão política, abrangendo estados e municípios. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em mais uma frente de investigações envolvendo aportes de recursos de aposentadorias no Banco Master, a Polícia Federal fez ontem uma operação para apurar suspeitas de irregularidades na gestão de verbas previdenciárias dos servidores públicos municipais em Paulista, na Região Metropolitana do Recife (PE). A apuração mira em investimentos com grau de risco de mais de R$ 3 milhões no banco, suspeito de fraudar o sistema financeiro so país. Com a ação de ontem, já são três estados e três municípios cujos institutos de previdência estão na mira dos agentes federais. Intitulada Operação Take Over, a apuração da PF aponta que os investimentos foram feitos “por meio de decisões em desacordo com as normas legais e com os procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários”. A investigação na cidade de Pernambuco busca verificar se houve pagamento de propina para gestores do fundo. “Há indícios de que decisões estratégicas teriam sido tomadas de forma isolada, sem a devida observância dos critérios de segurança, liquidez e transparência. A investigação busca esclarecer se a conduta caracteriza gestão temerária ou fraudulenta e apurar eventual prática de crimes contra a administração pública e o sistema financeiro”, informou a PF em nota. Pressão política Além do município de Paulista, as suspeitas sobre aplicações bilionárias, sem critérios técnicos, feitas com recursos de aposentadorias no Master atingem as cidades de Cajamar e Santo André da Posse, no interior de São Paulo, e os estados do Rio, Amapá e Amazonas. Ao todo, os aportes sob suspeita ultrapassam R$ 4 bilhões. Nos seis casos, investigadores apuram desde falhas na governança dos investimentos e possíveis pressões políticas para liberar os aportes até suspeitas de pagamento de propina, atuação de intermediários e descumprimento de regras técnicas na aprovação das aplicações. No Rio, a investigação identificou aportes suspeitos feitos pelo Rioprevidência em letras financeiras do Master. As operações teriam movimentado cerca de R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024, durante a gestão do ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, nomeado pelo ex-governador Cláudio Castro. Deivis está preso desde fevereiro, e Castro foi alvo de uma operação da PF em maio por conta dos aportes. A defesa do ex-governador nega qualquer irregularidade. A polícia também apura aplicações de aproximadamente R$ 2,01 bilhões do Rioprevidência, a partir de julho de 2024. Em nota, o instituto afirma que em dezembro de 2025 resgatou R$ 1,4 bilhão de um dos fundos administrados pelo Master e que estuda medidas para reaver o dinheiro alocado em outros fundos. No Amazonas, a PF investiga suspeitas de aportes irregulares de R$ 390 milhões da Amazonprev, entidade responsável pela previdência social dos servidores públicos civis do estado. No início de março, a corporação realizou uma operação com sete mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estavam três ex-diretores da Amazonprev. Servidores públicos também foram afastados de suas funções. Em fevereiro, a PF já havia realizado uma operação para apurar suspeitas de irregularidades na aprovação e execução de investimentos de cerca de R$ 400 milhões realizados pela Amapá Previdência (Amprev), autarquia responsável pela previdência social do estado, em letras financeiras emitidas pelo Master. A PF apontou que gestores do fundo ignoraram alertas internos e pressionaram para que o aporte na instituição financeira de Daniel Vorcaro fosse realizado, além de haver risco de destruição de provas. Os municípios paulistas de Cajamar e Santo André da Posse aplicaram no Master, respectivamente, R$ 107 milhões e R$ 13 milhões.