Segundo a corporação, decisões estratégicas do fundo teriam sido tomadas de forma isolada, "sem a devida observância dos critérios de segurança, liquidez e transparência" Sede do Banco Master, em São Paulo — Foto: Foto: Maria Isabel Oliveira/ O GLOBO. A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (10) mais uma operação - desta vez chamada de “Take Over” - para investigar irregularidades na gestão de recursos de recursos de fundo previdenciário dos servidores públicos municipais em Paulista (PE). O fundo teria investido valor superior a R$ 3 milhões em letras financeiras, título sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), emitidas pelo Banco Master, liquidado em novembro pelo Banco Central (BC). “As apurações indicam que valores superiores a R$ 3 milhões teriam sido direcionados a investimentos com grau de risco por meio de decisões em desacordo com as normas legais e com os procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários. Há informações de que decisões estratégicas teriam sido tomadas de forma isolada, sem a devida observância dos critérios de segurança, liquidez e transparência", diz a nota da corporação. Segundo a PF, a investigação busca esclarecer se a conduta caracteriza gestão temerária ou fraudulenta e apurar eventual prática de crimes contra a administração pública e o sistema financeiro. As diligências também pretendem verificar o recebimento de vantagens indevidas pelos gestores do fundo. Nesta etapa, a PF está investigando uma primeira camada de movimentações financeiras. Ao todo, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Recife (PE), Paulista (PE) e Rio de Janeiro (RJ), expedidos pela Justiça Federal de Pernambuco. As diligências também pretendem verificar o recebimento de vantagens indevidas pelos gestores do fundo. Esta não é a primeira operação para investigar aplicação de fundos de previdência dos servidores públicos estaduais em papéis do Banco Master. Já existem apurações, por exemplo, no Estado do Rio de Janeiro e do Amapá.
Operação da PF mira fundo previdenciário de cidade pernambucana que investiu R$ 3 milhões no Banco Master
Segundo a corporação, decisões estratégicas do fundo teriam sido tomadas de forma isolada, "sem a devida observância dos critérios de segurança, liquidez e transparência"






