O Superior Tribunal Militar derrubou uma decisão da primeira instância e condenou um aluno do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Exército no Rio de Janeiro por injúria racial contra um colega.

A sentença é de um ano de reclusão — com o benefício da suspensão condicional da pena por três anos —, em regime inicial aberto (na hipótese de cumprimento). O condenado poderá, portanto, recorrer em liberdade.

O caso ocorreu em setembro de 2024, na capital fluminense. Segundo os autos, a vítima, que exercia a função de cabo da guarda, encostou em Pedro Augusto de Souza Tavares para que este ajustasse a formação. “Tira a mão de mim, macaco”, afirmou Tavares, de acordo com o processo.

A vítima, então, perguntou ao colega se falava sério e Tavares repetiu a ofensa.

Em primeira instância, a Justiça Militar absolveu o acusado por insuficiência de provas. O Ministério Público Militar, porém, recorreu ao STM e mencionou a admissão de Tavares em juízo.