O projeto ferroviário do Anel do Sudeste, um dos leilões mais aguardados pelo setor de transporte e que já sofre com atrasos em seu cronograma, corre o risco de empacar por tempo indeterminado devido a uma série de exigências de pesquisas arqueológicas.

A Estrada de Ferro 118, prevista para ligar Rio de Janeiro e Espírito Santo, prevê a construção de um novo corredor ferroviário de 246 quilômetros de extensão entre São João da Barra (RJ), onde fica o porto do Açu, e o município de Santa Leopoldina (ES).

A partir do litoral fluminense, seu traçado segue até chegar aos municípios de Presidente Kennedy e Anchieta, já em território capixaba, terminando na conexão com a EFVM (Estrada de Ferro Vitória-Minas).

O volume de pesquisas arqueológicas que passou a ser exigido pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para autorizar o traçado, porém, coloca o projeto em xeque.

Conforme informações obtidas pela Folha, entrou no processo de licenciamento da ferrovia a exigência de fazer levantamentos arqueológicos ao longo de 500 metros de cada lado do traçado que será cortado pela malha.