A nova polêmica envolvendo o projeto da Ferrogrão passa, agora, pelo pagamento dos estudos que embasam o projeto ferroviário previsto para ligar o Mato Grosso ao Pará.
O Ministério dos Transportes e a AGU (Advocacia-Geral da União) decidiram rejeitar um pedido de reajuste feito pela EDLP (Estação da Luz Participações), autora dos estudos técnicos desde 2014 e responsável por comprovar a viabilidade da ferrovia planejada para ligar Sinop (MT) a Miritituba (PA), às margens do rio Tapajós. O projeto criaria um novo corredor para escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste pelos portos do Arco Norte.
O valor originalmente previsto para pagamento à empresa foi fixado em R$ 33,8 milhões em 2016. Corrigido pela inflação, o preço chega a R$ 58,2 milhões. A EDLP, porém, cobra R$ 172,9 milhões. A empresa cita custos maiores após mais de uma década de idas e vindas, atualizações, mudanças de escopo do projeto e alterações em leis e normas do setor.
Em decisão do início do mês, o secretário nacional de Transporte Ferroviário do Ministério dos Transportes, Leonardo Cezar Ribeiro, determinou que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) dê andamento ao processo de liberação do edital da ferrovia. O valor a ser utilizado para os estudos é de R$ 58,17 milhões.










