Mais de 300 pessoas desfilaram este domingo na cidade de Coimbra contra a homofobia e transfobia, numa iniciativa da Plataforma Anti-Transfobia e Homofobia (PATH) de Coimbra, num momento considerado "particularmente sensível"."Pretendemos dizer que é o nosso dever falar, que não permitimos que o nosso Governo silencie as nossas histórias e tente retroceder nos nossos direitos. E é importante que nos juntemos todos neste tipo de iniciativas para falarmos, contarmos as nossas histórias e dizermos os problemas que nos afectam no dia-a-dia", disse Beatriz Janicas da PATH de Coimbra.A 17.ª Marcha da Luta Contra a Homofobia e Transfobia de Coimbra partiu, esta tarde, do Jardim do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, na margem esquerda do rio Mondego, em direcção à Praça 8 de Maio."É definitivamente um momento particularmente sensível. Vimos isso com os projectos de lei que o Chega, o PSD e o CDS-PP tentaram promulgar e conseguiram para retroceder nos direitos da autodeterminação das pessoas trans e intersexo. E é muito importante mostrarmos que aqui estamos, somos visíveis, somos muitos e continuaremos a lutar pelos nossos direitos", acrescentou.Beatriz Janicas mostrou ainda satisfação pelo hastear da bandeira LGBTQIA+ no edifício da Câmara Municipal de Coimbra, admitindo que tiveram incertezas se ia ser permitido "por causa do projecto de lei contra o hasteamento de bandeiras ideológicas".
Mais de 300 pessoas marcham em Coimbra contra a homofobia e transfobia
Comunidade diz que “é muito importante” sair à rua e lutar pelos seus direitos. Condenam os “retrocessos” aprovados no Parlamento nos direitos da autodeterminação das pessoas trans e intersexo.
















