‘Processo de revisão de gastos é contínuo e o Brasil está preparado’, diz Secretária da FazendaDébora Freire diz que governo está disposto a dialogar sobre desindexação de despesas, mas defende caminhos alternativos. Crédito: EstadãoA economia continua no centro do debate eleitoral, apesar da polarização política que consolida votos e praticamente separa o País entre lulistas e bolsonaristas. Inflação de alimentos, endividamento das famílias, e a sensação de estagnação no aumento do bem-estar da classe média, especialmente no Nordeste, são pontos-chave que podem fazer a diferença na escolha do voto do eleitor este ano.O evento do Estadão Brasil em Pauta Nova York, que abriu a Brazil Week na capital financeira mundial, jogou luz sobre esses temas ao reunir os cientistas políticos Felipe Nunes, da Quaest, Christopher Garman, da Eurasia, Andre Roman, da Atlas Intel, além do presidente do conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e Débora Freire, secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda.Evento Brasil em Pauta Nova York, realizado pelo Estadão Foto: Vaness Carvalho/EstadãoPUBLICIDADEDébora Freire defende o legado fiscal da equipe econômica, mas admite que é preciso enfrentar a agenda de crescimento dos gastos obrigatórios. Esse é o calcanhar de aquiles do governo Lula na economia, já que foi a administração atual que reindexou os gastos com previdência, saúde e educação. PublicidadeLeia maisTrabuco defende reforma da Previdência e diz que proposta não deve ser tema de campanha eleitoralLula tem 4 vantagens e 4 desvantagens na corrida presidencial, diz fundador da Quaest; veja quais‘Processo de revisão de gastos é contínuo e o Brasil está preparado’, diz secretária da FazendaA secretária enxerga desafios políticos de se mexer no tema, e por isso defende uma agenda constante de revisões de gastos, com objetivo de colocar as despesas obrigatórias do crescimento dentro do crescimento máximo de 2,5% permitido pelo arcabouço fiscal.Trabuco é mais direto e objetivo: entende que uma nova reforma da Previdência é emergencial e inevitável, e defende harmonia entre as políticas monetária e fiscal para que o País consiga reduzir as taxas de juros. Em bom português, diz que “não é possível tomar antibiótico com um copo de uísque”. A defesa da queda dos juros por um banqueiro pode parecer estranha para quem não acompanha o debate econômico, mas o que os bancos querem é previsibilidade e sustentabilidade do crescimento econômico. No fim, a Selic alta não é boa para ninguém.Ganhe Lula, Flávio Bolsonaro ou um candidato de terceira via, a economia, sempre ela, continuará decisiva para o sucesso do próximo governo.
Opinião | Economia continua no centro do debate eleitoral, apesar da polarização política
Ganhe Lula, Flávio Bolsonaro ou um candidato de terceira via, a economia, sempre ela, continuará decisiva para o sucesso do próximo governo












