Eleições 2026
Após a semana do fim do mundo, quando o Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal e o Congresso derrubou os vetos presidenciais ao PL da Dosimetria, o governo Lula contra-atacou em 3 frentes, mostrando que conserva força para ditar a agenda política e vencer as eleições.
A primeira frente foi a reunião presencial entre Lula e Donald Trump. A conversa durou mais de 3 horas e foi considerada uma vitória pela diplomacia brasileira. O presidente estadunidense tratou Lula com deferência e não preparou nenhuma armadilha para o brasileiro. Lula conquistou uma mesa de negociações sobre o tarifaço, que adia a adoção de novas tarifas por parte dos EUA e, com isso, protege os interesses da economia nacional.
Mais importante: temas sensíveis, como a classificação de organizações criminosas brasileiras como organizações terroristas e a pressão sobre o Pix, ficaram fora da pauta. Caso Trump tivesse levado esses assuntos à mesa, a reunião poderia ter descambado para um impasse — e a narrativa bolsonarista sobre o suposto isolamento do Brasil diante dos Estados Unidos teria ganhado tração. O que ocorreu foi o contrário. Quem saiu isolada foi a extrema-direita.












