O Planalto acionou uma metralhadora giratória de políticas de distribuição de benefícios de impacto eleitoral. Subsídios ou redução tributária para diesel, GLP, gasolina, biodiesel e querosene de aviação. Crédito subsidiado para empresas aéreas, compra de caminhões, bens de capital, exportadores, máquinas agrícolas, microempresas de turismo.
Está no forno a bagatela de R$ 30 bilhões em empréstimos para taxistas e motoristas de aplicativo. Há, ainda, o refinanciamento de dívidas estudantis e o Desenrola. Além de mudança na Lei de Responsabilidade Fiscal para poder dar benefício tributário sem a correspondente compensação.
O governo também assume o risco de patrocinar a redução da jornada de trabalho e de ter de pagar compensações às empresas, seja por desoneração da folha, seja por aumento nos limites para enquadramento nos regimes favorecidos (Simples e MEI).A equipe econômica, cuja função seria apontar limites, riscos e custos nos desejos políticos, atua apenas para operacionalizar e viabilizar as ordens de gastar: tudo o que seu mestre mandar! Os ministérios da Fazenda e do Planejamento foram transformados em comitê financeiro de campanha eleitoral.
Esse fato está refletido na satisfeita fala de Lula a respeito do novo ministro do Planejamento: "Esse moço é mágico para aparecer dinheiro (...) ele vai futucar no arquivo morto das possibilidades e vai conseguir encontrar alguma coisa pra gente fazer".











