A esta altura, qualquer pessoa que não bebe detergente notou que há um rinoceronte putrescente nas contas dos empreendimentos artísticos dos Bolsonaro e turma. Quem embolsou o dinheiro do mecenas Daniel Vorcaro?
Pode ser fichinha o fato de que Flávio Bolsonaro tenha omitido sua fraternidade com Vorcaro, como criticam seus indignados aliados, do centrão aos evangélicos políticos da direita (ah, coitados). Remendos de explicações nesta quinta (14) apenas ressaltaram suspeitas sobre a viagem do tutu.
A elite política que embarcara nessa nau de insensatos e perversos está quase quieta. Primeiro porque teme levar outra rasteira dos Bolsonaro, contumazes em largar amigos e feridos pelo caminho. Isto é, ainda não sabe como mentir sobre o assunto. Segundo, vai esperar para ver se cola a conversa dos Bolsonaro, se eles não ficam estropiados nas pesquisas. Por fim, vai calcular se o custo de pular na água supera o risco de permanecer na barca bolsonarista, pois por ora há apenas canoinhas eleitorais alternativas, como as de Ronaldo Caiado ou de Romeu Zema.
A elite econômica, que em boa parte aderiu à família golpista, se finge de morta. Para ao menos constar, ninguém vai "pedir esclarecimentos"? Até aqui, faziam qualquer negócio para derrotar Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, correm o risco de serem cúmplices políticos de negociata.











