Longe de assumir o controle da repercussão sobre as conversas entre Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, o bolsonarismo assistiu, nesta sexta-feira 15, à entrada decisiva do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em cena. O caso envolve o financiamento do filme Dark Horse, na prática uma peça de propaganda pró-Jair Bolsonaro a ser lançada às vésperas da eleição deste ano.
O site The Intercept Brasil revelou que Eduardo assinou um contrato como produtor-executivo do filme, o que lhe conferiria poderes sobre a gestão financeira da empreitada. Antes, o “zero três” garantia que havia apenas cedido seus direitos de imagem.
A resposta veio, como de praxe, pelas redes sociais. Em um vídeo, Eduardo admitiu a assinatura do vínculo, mas alegou ter havido uma mudança de planos. Declarou também ter enviado 50 mil dólares aos Estados Unidos para assegurar a participação do diretor Cyrus Nowrasteh no filme e relatou que a produtora teria dito: “Eduardo, bota esse dinheiro aqui. Como o risco é 100% seu, eu vou te garantir ser diretor-executivo do filme”.
Após a suposta entrada de grandes investidores no projeto, prosseguiu, deixou a função, recebeu de volta os 50 mil dólares e passou somente a ceder sua imagem.













