“Quando um filho quer fazer um filme em homenagem ao próprio pai (...) e a gente vai fazer, busca recursos privados. Tudo certo, direitinho”, afirmou, acrescentando que o pedido de apoio financeiro ocorreu antes das investigações envolvendo o empresário. Moro também saiu em defesa do senador e afirmou que adversários tentam “inverter narrativas” sobre o caso. A divulgação do material levou o senador, pré-candidato do PL à Presidência, a dar novas explicações públicas sobre a relação com o banqueiro e gerou repercussão entre aliados. Ao discursar no lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado, Flávio disse que a captação buscou financiamento privado e que, à época, “ninguém no mundo” imaginava o cenário atual do investidor. "É óbvio que lá atrás a gente não imaginava que o investidor chegaria num momento como está hoje (...), mas lá atrás ninguém no mundo não tinha imaginado", afirmou. O senador Flávio Bolsonaro (PP-RJ) cumpriu agenda em Campinas (SP), nesta sexta-feira (15), para participar do lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP) ao Senado — Foto: Jefferson Barbosa/EPTV Ao final da fala, o senador também fez referência à situação do ex-presidente e disse que pretende “libertá-lo”, em caso de vitória eleitoral. “A gente vai te libertar e você vai subir aquela rampa, pai, junto com a gente”, declarou. LEIA MAIS: O senador Flávio Bolsonaro (PP-RJ) cumpriu agenda em Campinas (SP), nesta sexta-feira (15), para participar do lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP) ao Senado — Foto: Jefferson Barbosa/EPTV Flávio e Vorcaro Nessa quarta-feira (13), reportagem do "Intercept Brasil" mostrou áudios e mensagens de texto em que Flávio trata Vorcaro, dono do Banco Master, como "irmão" e pede dinheiro para financiar o filme "Dark Horse" (termo em inglês para 'azarão'), cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio Bolsonaro diz que não tem que 'justiticar nada para ninguém' no caso Vorcaro “Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse. Questionado sobre declarações anteriores, em que ele afirmava nunca ter tido contato com Vorcaro, nem ele nem integrantes da família Bolsonaro, Flávio admitiu que falou uma mentira. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, disse o pré-candidato. Flávio Bolsonaro diz que tinha contrato de confidencialidade sobre filme Segundo o senador, o contato com Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou irregularidade na relação. “Se eu falo assim, ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte qual ia ser? ‘Qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, alegou. LEIA MAIS: Crítica a Zema Flávio também comentou as declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que assim como ele é pré-candidato à Presidência, pelo Novo. “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, declarou o político. Nesta sexta, Flávio rebateu: "Ele se precipitou. Ele me conhece, sabe que não tem nada de errado. Ele foi induzido a erro no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa. Normalmente, o mineiro é uma pessoa que tem calma na hora de falar, não tem essa velocidade do Zema. Geralmente, é uma pessoa que pensa mais, raciocina e depois se posiciona", disse. Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. — Foto: Reprodução VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região