Eleições 2026
“O trabalhador vai ter que escolher: menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego” – capitão Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, em discurso na Câmara dos Deputados
É notável, tanto quanto desprezível, o esforço do pensamento conservador brasileiro militando contra a economia nacional e, principalmente, contra qualquer sorte de progresso social. Tudo o que, mesmo remotamente, possa sugerir melhoria das condições de vida das grandes massas é bloqueado por essa corrente retrógada. Ora se diz que a iniciativa é muito cara (por exemplo, a escola pública e o ensino em tempo integral, ou o saneamento básico), ora se diz que é inflacionária — falácia de que foram acusadas, na sua origem, a introdução das férias anuais, lá atrás, e o 13º salário, em 1962, por iniciativa congressual, em lei sancionada pelo presidente João Goulart.
Os dados brandidos contra essas conquistas sociais revelaram-se meras aleivosias desmentidas pela história. No entanto, seguem sendo arguidas por economistas formados pela tradição deixada por Eugênio Gudin na FGV, ou pela cartilha do monetarismo da Escola de Chicago, envelhecida pelo curso das transformações — agudas e profundas, em alguns aspectos talvez revolucionárias — que vêm moldando o mundo contemporâneo.













