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“Os EUA anunciam que são potência imperial com domínio incontestável sobre a região, cobiçada pela China. Com isso, tratam a América Latina não como parceira, mas como vassala.” (O Estado de SP, 17/08/2026)
O jornalão da oligarquia paulista, diário oficial do segmento mais atrasado da classe dominante brasileira, levou nada menos de 151 anos para descobrir que o imperialismo é uma realidade objetiva e ousou nomeá-lo como presente na América Latina. O escorregão ideológico ajuda a explicar — se ainda é necessário —, a natureza desse império que vem, de longa data, marcadamente a partir da proclamação da Doutrina Monroe (1823), que reduzia nosso continente a mera extensão de sua soberania.
O ponto de partida foi o México, que teve 53% de seu território surrupiado, e o ponto de chegada inda não é a Venezuela, a cuja invasão (com o sequestro de seu presidente) se seguiu a rapina de suas principais riquezas, ouro e petróleo.
Os EUA sempre atuaram contra nossos países das mais variadas formas, desde ações diplomáticas, pressões econômicas, sabotagens e operações militares visando a mudar regimes, seja substituindo presidentes eleitos (mas supostamente não “amigáveis”) como, por exemplo, João Goulart (1964) e Salvador Allende (1973), a cujas deposições se seguiram duas longevas ditaduras militares, às quais deram apoio o mais variado, inclusive treinando torturadores.








