Apesar disso, a carne bovina está inclusa na lista de produtos que devem ficar isentos da medida. A proposta foi anunciada nesta terça-feira (2), após uma investigação do governo americano concluir que 60 países, entre eles o Brasil, não adotam medidas consideradas suficientes por eles para barrar a entrada de produtos feitos com trabalho forçado. A lista também inclui a China, que é a maior compradora de carne brasileira. O documento que embasa a proposta da nova tarifa traz um capítulo específico relacionando a pecuária brasileira ao trabalho escravo, e sugerindo que esse foi um dos fatores que provocou a queda das exportações de carne congelada dos EUA para a China, nos últimos anos. "Está amplamente documentado que trabalho forçado é utilizado na produção de gado no Brasil", diz o início relatório. Em seguida, os EUA começam a citar uma série de dados de exportações de carne do Brasil e EUA, ressaltando que o mercado americano tem estado em desvantagem em relação ao brasileiro. "Entre 2015 e 2025, o volume das exportações brasileiras de carne bovina congelada para as economias investigadas praticamente dobrou, enquanto as exportações americanas cresceram 21% em volume no mesmo período." "A participação do Brasil nas importações chinesas de carne bovina congelada também cresceu de forma significativa, passando de 38% em 2021 para 53% em 2025. Já a participação dos Estados Unidos caiu de 6% para 2% no mesmo período", acrescentou. Os EUA também comentam sobre desvantagem no preço. "Em 2025, o valor médio das importações de carne bovina do Brasil foi de US$ 2,40 por unidade, 41% menor que o valor registrado para a carne americana, de US$ 4,20." "Embora nem toda a carne bovina congelada importada pela China a partir do Brasil tenha sido necessariamente produzida com trabalho forçado, a prevalência dessa prática na produção de carne bovina brasileira sugere fortemente que pelo menos parte dessas importações foi produzida total ou parcialmente com trabalho forçado", diz os EUA. "A falha da China em impor e aplicar de forma eficaz uma proibição à importação de carne bovina produzida com trabalho forçado do Brasil conferiu uma vantagem de custo à carne brasileira e distorceu a concorrência. Por outro lado, o documento reconhece que outros fatores, como o tamanho do rebanho bovino dos EUA, também podem ter influenciado a competição entre a carne americana e a brasileira. "Ainda assim, conclui que, caso existisse uma proibição efetiva à importação de produtos ligados ao trabalho forçado, os Estados Unidos provavelmente teriam registrado maiores vendas, receitas e exportações de carne bovina para a China, mantidas as demais condições constantes", destaca. (Esta reportagem está em atualização)

O Escritório do Representante Comercial dos EUA acusa o País de práticas 'irrazoáveis', mas propõe exceções à sobretaxa

Investigação concluída pelo governo Trump prevê taxa de 25% sobre mercadorias, mas preserva produtos estratégicos e abre consulta pública antes de decisão final

Jamieson Greer diz que nvestigação com base na Seção 301 deve ter novos anúncios em breve

Medida suspende as restrições impostas pelo governo chinês à importação de carne bovina brasileira

Documento do Representante de Comércio da Casa Branca prevê lista extensa de exceções

Documento do USTR aponta exceções à tarifa, incluindo carnes, café, minerais e componentes de aeronaves.

O Brasil, o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo, destinou mais da metade de suas exportações de carne bovina à China no ano passado.

Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer afirmou dentro das tarifas propostas houve amplas exclusões para carne bovina, café, metais, energia e outros produtos.

A nova taxa ainda não está valendo. Pela legislação americana, a investigação formal precisa ser concluída e uma série de consultas públicas deve ser realizada antes que as medidas

Trump retira da lista produtos agrícolas que mais vêm pressionando a inflação

Apuração inclui outros 58 países e a União Europeia e foi aberta semanas após Suprema Corte derrubar sobretaxas aplicadas mundialmente

Enquanto petróleo, café, carne e celulose foram preservados, importantes setores industriais brasileiros, como o de aço semiacabado, continuam sob a mira do governo Trump.

O governo dos EUA propôs sobretaxas de até 12,5% para 60 países, incluindo o Brasil, por falhas na fiscalização e proibição de bens produzidos com trabalho forçado.

Escritório de Comércio dos EUA faz nova recomendação de taxação de exportações do país para o mercado americano

Ao todo, 60 economias são afetadas. Governo americano justifica decisão de taxas extras de 10% ou 12,5% afirmando que países falham em aplicar uma ‘proibição à importação de bens…

A palavra final será do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Relatório do Departamento do Trabalho americano de 2024 cita 29 itens ligados ao Brasil por risco de trabalho infantil ou forçado; USTR propõe sobretaxa de até 12,5% a países…

Relatório do USTR propõe sobretaxa de 12,5% para produtos brasileiros por falhas no combate à importação de bens feitos com trabalho forçado; carne bovina congelada do Brasil…

Escritório do Representante Comercial dos EUA propôs tarifa adicional de 12,5% a produtos brasileiros ao fim de investigação sobre trabalho forçado

Investigação do governo americano apontou falhas de 60 países contra trabalho forçado; em resposta, Washington propõe tarifa adicional de 12,5% sobre importações.