Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro permanece como marco histórico não apenas pela dimensão do horror, que deixou 2.977 mortos, excluídos os 19 sequestradores, mas pela sucessão de decisões políticas tomadas em seu nome.
A manhã em que aviões comerciais foram lançados por terroristas liderados por Osama bin Laden contra as torres do World Trade Center e o Pentágono expôs a vulnerabilidade da maior potência mundial. A reação demonstraria que democracias também podem infligir danos duradouros a si mesmas quando, dominadas pelo medo, abrem mão de limites legais, controles institucionais e exame dos fatos.
Os atentados exigiam resposta à Al Qaeda e ao regime do Talibã no Afeganistão. Não justificavam tortura, prisões por tempo indeterminado, centros clandestinos de detenção, vigilância em massa ou a invasão do Iraque.
O governo George W. Bush explorou o trauma para ampliar poderes e conduzir uma guerra baseada em premissas falsas. Saddam Hussein não participara dos ataques nem possuía arsenais de destruição em massa apresentados como ameaça iminente.
O conflito derrubou uma ditadura sanguinária, mas deixou centenas de milhares de mortos, fortaleceu o Irã e contribuiu para o extremismo que se pretendia combater. A ocupação do Afeganistão se prolongou por duas décadas para terminar com a volta do mesmo Talibã ao poder.












