Há quase 25 anos, Terry Rockefeller perdeu a irmã, Laura, nos atentados do 11 de Setembro. Desde então, diz que ainda faltam respostas sobre o ataque que matou quase 3.000 pessoas: quem exatamente planejou a operação, como ela foi financiada e por que o sistema americano falhou em impedi-la.
Enquanto essas perguntas permanecem sem resposta para parte das famílias das vítimas, o aparato de segurança criado após os atentados segue intacto —e ativo.
Como consequência do 11 de Setembro, o Congresso ampliou os poderes do presidente para autorizar ações contra organizações terroristas apontadas pela Casa Branca como responsáveis pelos ataques.
Segundo especialistas, o governo Donald Trump recorre hoje aos instrumentos legais e políticos acumulados naquele período para justificar novas operações militares e medidas extraordinárias de segurança nacional.
Para Rockefeller, essa é uma das ironias mais profundas do legado do 11 de Setembro. Sua irmã, atriz e produtora teatral, trabalhava na organização de uma conferência no 106º andar de uma das torres do World Trade Center naquele dia. Tinha planos de visitar a família em Massachusetts após o trabalho, mas nunca voltou.






