A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quinta-feira (10) contra 29 pessoas ligadas ao filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, que teriam participado de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares para a produção.

A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito da investigação que apura o uso indevido de recursos públicos para o filme. O caso chegou à corte por meio de uma representação feita pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).

Alguns dos alvos da operação são o deputado Mario Frias (PL-SP), autor das emendas, e Karina Gama, da Go Up Entertainment, produtora do filme. À coluna Mônica Bergamo, Karina afirmou que a aplicação dos recursos foi correta. "Não tenho nada para delatar", disse. A defesa de Frias não foi localizada. O parlamentar foi proibido por Dino de sair do país.

Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. A PF divulgou imagem que mostra sete armas apreendidas —elas estão registradas no nome de Frias, mas haverá investigação de posse ilegal porque os artefatos foram localizados em endereço diferente do que deveriam estar.