Em reunião online, empresários, advogados e professores discutiram a crise no STF e elogiaram as recentes decisões do presidente Edson Fachin, que retomou o controle da Corte. Fachin retirou de Alexandre de Moraes o inquérito das fake news e suspendeu decisões divergentes sobre a Polícia Federal. O encontro, parte de um movimento da sociedade civil, resultou em um manifesto com 157 assinaturas, pedindo a integridade das instituições. A Fiesp liderou um manifesto com 2.757 entidades pedindo que o STF examine a crise institucional.Um grupo de empresários, advogados e professores reunido de forma online nesta quarta-feira, 9, avaliou que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retomou o controle da Corte com as recentes decisões anunciadas para tentar conter a escalada da crise.Segundo apurou o Estadão, entre os participantes, estavam Jackson Schneider, que atua no conselho de grandes empresas e presidiu a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Josué Gomes da Silva, dono da Coteminas e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e Pedro Passos, fundador da Natura. PublicidadeNa reunião, os participantes destacaram que a reação da presidência do Supremo vinha sendo lenta e, portanto, apontaram como positivas as decisões desta quarta de Fachin. Crise do STF pautou encontro online de empresários e advogados Foto: Wilton Junior/ EstadãoNesta quarta, o presidente do STF decidiu retirar das mãos de Alexandre de Moraes a condução do inquérito das fake news, em tramitação há sete anos. Fachin também determinou que a investigação sobre as mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seja submetida ao plenário da Corte na próxima terça-feira, 15. E ainda decidiu suspender as decisões mais recentes – e divergentes – dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre a permanência do delegado Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal.PublicidadeOs participantes ouviram os advogados Miguel Reale Júnior e Oscar Vilhena detalharem uma proposta conjunta de reforma do Judiciário, incluindo o STF, e que deve ser pensada para o médio prazo.Também foram convidados a participar o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, a cientista política Maria Tereza Sadek e a advogada Patrícia Vanzolini. Resposta da sociedade civilO encontro de empresários com juristas é mais um movimento da sociedade civil em meio à escalada da crise do Poder Judiciário. A edição impressa do Estadão desta quarta-feira, 9, publica um manifesto de empresários, economistas, cientistas e outras personalidades batizado de Pela lei e pelo Brasil. A iniciativa vinha sendo articulada desde a semana passada, em defesa da “integridade das instituições dos Três Poderes”. PublicidadeO documento contou com 157 assinaturas, incluindo nomes que vão além da esfera corporativa. Além de empresários e executivos, posicionaram-se economistas, como Ana Paula Vescovi, André Lara Resende, Armínio Fraga, Elena Landau, Gustavo Franco, Mailson da Nóbrega, Marcelo Kayath e Persio Arida, artistas, como o apresentador Luciano Huck e Nelson Motta, e cientistas, incluindo Mayana Zatz, Fernando Reinach e Sílvio Meira.Leia tambémAlvaro Gribel: Autofagia no STF pode levar à anulação do caso Master e forçar contribuinte a indenizar banqueiroManifesto por apurações no STF reúne 157 assinaturas; veja alguns dos nomesEm manifesto liderado pela Fiesp, empresariado pede que plenário do STF examine ‘fatos’O texto lembra o movimento que, em dezembro passado, pediu o Código de Conduta para o STF – e não foi atendido. E diz: “As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais.”Entidades empresariais também divulgaram nesta quarta um “Manifesto à Nação Brasileira” nesta quarta, pedindo que o STF “examine os fatos” diante da “crise institucional” que atinge o País. O movimento foi capitaneado pela Fiesp, que organizou a adesão do empresariado. Ao todo, 2.757 entidades aderiram à iniciativa. Vale ler tambémÉ hora de ajustar a grave situação fiscal e voltar a ter superávits para reduzir a dívida públicaRegime especial para data centers contemplará várias fontes de energia, diz secretário Leilão de baterias atrai grandes empresas e pode demandar R$ 25 bi em investimentos Publicidade