0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do STF, ministro Edson Fachin — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo//03/08/2026 Com duas decisões, uma anunciada ontem à noite e outra na manhã desta sexta-feira, Edson Fachin mostra que está tentando tomar para si as rédeas da maior crise da história do STF. Na quinta-feira, depois de mais um dia caótico na Corte e minutos após Alexandre de Moraes ter enviado a Fachin documentos e relatórios alegando que André Mendonça agiu com "flagrante perda de imparcialidade", o presidente do STF determinou um prazo de cinco dias úteis para que os dois ministros se manifestem por escrito. Fachin estendeu a determinação a Paulo Gonet (PGR) e Andrei Rodrigues (PF). Há pouco, tornou pública uma segunda decisão importante: determinou nesta sexta-feira que Gonet e Mendonça se manifestem sobre os relatórios da PF tornados públicos por Moraes. E fez mais: tirou o relatório contra Mendonça do inquérito das fake news, conduzido por Moraes. Os dois casos passam a ficar sob sua responsabilidade. Impossível antecipar de novos vazamentos surgirão colocando mais lenha nesta fogueira. E nem se o ódio que patente entre as partes nesta guerra de três personagens poderosos (Moraes, Mendonça e Andrei) não dará combustível para novos incêndios. Mas neste momento o fato novo é a tentativa de Fachin, com essas duas decisões, de controlar o fogo a partir do seu gabinete.