Presidente da Corte também defendeu a urgência da implantação de um Código de Ética no tribunal e o encerramento do inquérito das fake news, quefoi aberto de ofício em 2019 e tem Moraes como relator 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro Edson Fachin, presidente do STF — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo - 6/5/2026 Em evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta manhã (4), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, disse que "nenhuma autoridade está acima da Constituição". Afirmou que não haverá omissão por parte do tribunal e prometeu uma resposta institucional "firme e rigorosa" para a crise desencadeada com a revelação das mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. Fachin também defendeu a urgência da implantação de um Código de Ética e o encerramento do fim do inquérito das fake news, que foi aberto de ofício pela Corte em 2019 e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. "Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça", disse o presidente do STF. As declarações foram feitas em um evento para sanção presidencial dos fundos do sistema de Justiça, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio do Planalto. Fachin afirmou que seguirá os procedimentos definidos pela Constituição e pela Legislação na apuração dos fatos. Defendeu fazer "o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige". Também nesta manhã, antes do evento com Lula, Fachin determinou que o pedido de investigação apresentado ontem por Moraes contra o ministro André Mendonça seja retirado do inquérito das fake news. A determinação é para que passe a tramitar em um processo que está sob a responsabilidade da Presidêncida da Corte. Por dentro da crise Na terça-feira (1), o relator das investigações do caso Master, ministro André Mendonça, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com 52 mensagens que, segundo as investigações, foram enviadas por Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. O material indica que Vorcaro procurava obter informações, orientações e também a intervenção de Moraes na Procuradoria-Geral da República e na Polícia Federal. O PGR, Paulo Gonet, e o chefe da PF, Andrei Rodrigues, são citados. Dois dias depois, na quinta-feira (3), veio a reação de Alexandre de Moraes e a crise escalou. Ele encaminhou para o presidente do STF um pedido de investigação contra André Mendonça. Moraes apresentou um relatório interno da Polícia Federal e disse que há presença de fortes indícios de abuso de autoridade e interferência indevida na condução das investigações dos casos Master e INSS. A decisão de Moraes foi tomada no âmbito do inquérito das fake news. A decisão de Fachin de retirar o caso do inquérito das fake news, proferida nesta sexta, veio como complemento de um despacho que havia sido emitido na noite de ontem. Ele determinou que os dois ministros - Morae s e Mendonça - e também o PRG, Paulo Gonet, e o chefe da PF, Andrei Rodrigues, se manifestem até até cinco dias úteis sobre os acontecimentos que causaram a crise.
Fachin diz que nenhuma autoridade está acima da lei e promete resposta 'firme e rigorosa' para crise no STF
Presidente da Corte também defendeu a urgência da implantação de um Código de Ética no tribunal e o encerramento do inquérito das fake news, quefoi aberto de ofício em 2019 e tem Moraes como relator










