O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendeu nesta sexta-feira 4, em cerimônia no Palácio do Planalto, o fim do Inquérito das Fake News, processo sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Moraes utilizou o inquérito para solicitar à Polícia Federal um relatório de inteligência sobre pedidos de apuração contra ministros da Corte. Na sequência, requisitou a abertura de uma investigação contra André Mendonça por usurpação de funções nos casos do Banco Master e do INSS.

Fachin voltou a defender a adoção de um código de ética e a modernização do sistema de Justiça. “Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do Inquérito das Fake News e a modernização do sistema de Justiça.”

Na última terça-feira 1º, Mendonça levantou o sigilo de conversas de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Master, com Moraes. Dois dias depois, Alexandre apontou abuso de autoridade e pediu a Fachin que investigasse Mendonça.

Já nesta sexta-feira, o presidente do STF ordenou que o pedido de Moraes fosse retirado do processo das fake news – apelidado por críticos de “inquérito do fim do mundo”, por tramitar há sete anos. Segundo o relatório de inteligência da PF produzido a pedido de Moraes, Mendonça estaria interferindo nas investigações do Caso Master, extrapolando, suas funções.