Segundo fontes próximas, medida seria alternativa para conter crise na Corte envolvendo Moraes e Mendonça, atual relator do inquérito sobre o banco 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente do STF, ministro Edson Fachin — Foto: Gustavo Moreno/STF O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, começou a fazer consultas internas sobre dois caminhos possíveis para conter a crise institucional, em meio ao confronto público entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Uma alternativa, que depende de aval do plenário, seria Fachin assumir a relatoria do caso Master. Outra possibilidade seria que ficasse com ele, em um procedimento separado, apenas a parte do inquérito que envolve as citações a Moraes e a outros quatro ministros, em relatórios da Polícia Federal (PF). O Valor ouviu integrantes da Corte que confirmaram a movimentação de Fachin. Na primeira hipótese, para assumir a relatoria completa da investigação sobre as fraudes do Banco Master, ele teria de submeter essa solução ao crivo do plenário, porque o Regimento Interno não autoriza o presidente do STF a avocar para si processos com outro relator. A se confirmar essa saída, seria a segunda troca de relator do inquérito do Master. Em fevereiro deste ano, o primeiro relator do caso, definido por sorteio, era o ministro Dias Toffoli. Diante da revelação da venda de cotas do resort Tayayá, no Paraná, da família de Toffoli para um fundo ligado ao Master, e sob pressão dos pares, ele renunciou à relatoria do caso. O gesto de Toffoli resultou de uma negociação interna, um "acordo de cavalheiros", que envolveu todos os integrantes da Corte. Na ocasião, a presidência do STF divulgou nota informando que, “considerados os altos interesses institucionais”, o processo seria redistribuído. No texto, os ministros descartaram a hipótese de “suspeição” de Toffoli, e consideraram válidos os atos praticados até então. Mediante novo sorteio, o processo caiu nas mãos de André Mendonça. Dessa forma, para Fachin se tornar relator do caso, Mendonça também teria de renunciar à sua função, e o plenário, ou a sua maioria, teriam de avalizar a decisão. Por isso, busca-se novo "acordo de cavalheiros" para resolver o impasse. A segunda alternativa em estudo é para que Fachin assuma apenas a parte da investigação que cita Moraes e outros ministros da Corte. Na terça-feira, por exemplo, Mendonça levantou o sigilo de um relatório da PF que identificou mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, a Moraes. Numa delas, o ex-banqueiro consulta o ministro se seria hora de deixar o Brasil, porque corria risco de prisão. Contudo, Moraes não é o único ministro citado. Outros apareceram em diferentes situações no inquérito, entre eles, Toffoli. A crise escalou na quinta-feira (3) após Moraes pedir que Mendonça seja investigado por suposto abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Ele ainda acusou o colega de quebra da imparcialidade judicial e favorecimento de grupos políticos. Mas Fachin tomou as rédeas da crise. Hoje, determinou que esse pedido fosse retirado dos autos do inquérito das “fake news”, que tem o próprio Moraes como relator, para tramitar em um procedimento separado, sob responsabilidade da Presidência da Corte. Fachin também deu cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de investigação contra Moraes e, sucessivamente, mais cinco dias para Mendonça se manifestar. Procurado pelo Valor por meio da assessoria, Fachin não retornou.
Fachin consulta ministros do STF sobre assumir relatoria do caso Master
Segundo fontes próximas, medida seria alternativa para conter crise na Corte envolvendo Moraes e Mendonça, atual relator do inquérito sobre o banco











