0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin — Foto: Alejandro Zambrana/STF O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira o procedimento aberto pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para apurar se houve interferência na Polícia Federal na elaboração de um relatório que detalhou mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Gonet havia pedido a Fachin para apurar a possível participação do ministro André Mendonça no caso. O procedimento também visava apurar a conduta de integrantes da PF que produziram o relatório por determinação do ministro. "Determino a suspensão do Procedimento de Controle Externo objeto de comunicação pelo Ofício nº 696/2026 - ASSCRIM/PGR instaurado pela Procuradoria Geral da República até ulterior deliberação desta Corte", escreveu o presidente da Corte. O relatório da PF foi determinado pelo ministro do STF André Mendonça, relator do caso Master, com o objetivo de esclarecer quem seriam interlocutores de Vorcaro em diálogos encontrados no celular dele. Em resposta, a PF apresentou um documento de 218 páginas que lista uma série de mensagens do banqueiro a Moraes - algumas delas mencionam outras autoridades, como o próprio Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Gonet alegava que a PGR não havia sido consultada sobre a confecção do documento e que, por isso, foi impedida de "realizar o necessário controle externo da atividade policial, etapa essencial a qualquer investigação" Em ofício direcionado a Fachin, o procurador-geral informou que abriu a apuração sobre a possível interferência e citou o artigo da lei que exige a autorização da Corte para investigações que envolvam magistrados. Antes de ser encerrado nesta quarta-feira, o procedimento gerou incômodo entre os policiais federais.