O procurador-geral da República, Paulo Gonet, informou nesta sexta-feira 4 ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que determinou a instauração de um inquérito para apurar a suspeita de interferência indevida na elaboração de um relatório da Polícia Federal feito a pedido do ministro André Mendonça.

No documento, Gonet afirma que a PGR foi impedida de “realizar o necessário controle externo da atividade policial, etapa essencial a qualquer investigação” por Mendonça. Entre as autoridades alvos da investigação conduzida a mando do ministro estão Alexandre de Moraes, também do STF, o próprio PGR Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

O despacho de Gonet foi protocolado após Fachin pedir que a PGR, Mendonça, Moraes e PF se manifestassem no prazo de cinco dias com informações sobre o caso.

A iniciativa do PGR acontece um dia após Moraes encaminhar a Fachin documentos nos quais aponta possíveis irregularidades cometidas por Mendonça. O ministro apontou possíveis práticas de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

Moraes também questionou a atuação de Mendonça na condução de investigações e afirmou haver indícios de crimes relacionados ao procedimento adotado pelo colega.