0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O procurador geral, Paulo Gonet — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado Em relatório divulgado na noite desta quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal menciona que o ministro André Mendonça teria instaurado procedimento contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues que poderia levar ao afastamento dele, e que também teria cogitado arrolar como testemunha o procurador-geral da República Paulo Gonet por sua suposta proximidade com o ministro Gilmar Mendes. O documento não apresenta provas nem em qual ocasião Mendonça teria feito essas alegações. O material teve o sigilo levantado nesta noite e faz parte do conjunto de documentos que Moraes encaminhou ao presidente do STF Edson Fachin para se avaliar eventuais medidas para apurar a conduta de Mendonça. Os relatórios mencionados por Moraes não são assinados por ninguém e nem tem o timbre tradicionalmente utilizado nos documentos oficiais da PF. "Em reuniões, o relator afirmou reiteradamente entender que o diretor-geral mantém proximidade inadequada com o presidente da República e que, por essa razão, não seria possível confiar nele. Até o momento não apontou fato concreto que denote atuação irregular. Na última reunião presencial, afirmou dispor de procedimento instaurado no bojo do qual se avalia eventual determinação de afastamento do diretor-geral", diz o documento, que na sequência, traz apontamentos sobre o que Mendonça teria dito sobre Gonet: "Imputação de idêntica estrutura: a proximidade com o ministro Gilmar Mendes o tornaria indigno de confiança, com manifestação de que provavelmente o arrolará, ao menos como testemunha, em processos derivados das operações". Além destas observações, o relatório compara as supostas opiniões que teriam sido emitidas por Mendonça com uma decisão dele que solicitou à PF a juntada de mais documentos para se abrir o inquérito contra o senador e ex-ministro de Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP-PI) no âmbito da Compliance Zero. Em trechos anteriores, o relatório afirma que o ministro teria adotado uma exigência maior de provas para se abrir um inquérito contra Nogueira em comparação às provas que ele exigiu para adotar medidas mais drásticas contra outros investigados na Compliance Zero e na Sem Desconto. "Ausência do padrão que o próprio juízo exige. A imputação apoia-se em proximidade institucional presumida, sem indicação de ato. Registre-se a inversão em relação ao padrão aplicado por esse mesmo juízo na PET 15674/DF (número da investigação envolvendo Ciro Nogueira), examinada na parte 1 deste relatório: ali diante de ato de ofício documentado e de cadeia probatória completa, exigiu-se a juntada prévia de prova adicional antes mesmo de aferir justa causa para instaurar inquérito. Aqui, dirige-se juízo de desconfiança a duas autoridades sem qualquer elemento concreto. O contraste é aferível por leitura dos próprios documentos e independe de conjectura sobre motivação", segue o relatório da PF. O relatório foi produzido por ordem de Moraes no âmbito do inquérito das fake news e utilizado por ele para alegar que Mendonça teria cometido abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade, além de quebra de imparcialidade. O material foi encaminhado para análise de Fachin.
Relatório divulgado por Moraes diz que Mendonça criticou proximidade de Gonet com Gilmar e de Andrei com Lula
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