O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, teria afirmado que a proximidade do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o ministro Gilmar Mendes o tornaria “indigno de confiança”, segundo relatório de inteligência da Polícia Federal citado no despacho do ministro Alexandre de Moraes nesta quinta-feira 3.

No documento que embasou a investida, a PF afirma que Mendonça teria indicado poderia incluir o PGR como testemunha em processos que envolvem as operações Sem Desconto, sobre as fraudes no INSS, e Compliance Zero, sobre o banco Master. “A proximidade com o Ministro Gilmar Mendes o tornaria indigno de confiança, com manifestação de que provavelmente o arrolará, ao menos como testemunha, em processos derivados das operações”, diz o texto.

A PF ressaltou ainda que o eventual arrolamento do procurador-geral como testemunha poderia produzir uma incompatibilidade com sua atuação nos mesmos processos. “O Procurador-Geral da República é o titular constitucional da ação penal nos feitos de competência originária do Supremo Tribunal Federal”, afirma o documento.

Sua inclusão como testemunha, continua o documento, “produziria incompatibilidade com o exercício dessa titularidade nos mesmos autos”.