0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro Alexandre de Moraes e André Mendonça durante sessão plenária no STF — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recorreu no despacho em que aponta indícios de crimes por André Mendonça a relatórios produzidos por policiais federais que afirmam ter havido direcionamento das investigações da Operação Sem Desconto e do Caso Master. Usou, assim, o mesmo expediente adotado por Andrei Rodrigues ao entregar a Edson Fachin, no início das investigações do caso Master, um relatório sobre a relação de Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, que os ministros consideraram um lixo jurídico. E ao produzir uma peça a Fachin com os relatos, Moraes tomou providência idêntica a de Mendonça, que pediu uma sessão pública e transparente para analisar a troca de mensagens apontadas no relatório da PF, num rito que foi considerado nulo pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Os relatórios da PF são mencionados ao longo da decisão como tendo sido produzidos “a partir da necessidade de documentar inúmeras irregularidades e ilegalidades” no âmbito das operações Sem Desconto (escândalo do INSS) e Compliance Zero (caso Master), que estão sob a relatoria de Mendonça. Não fica claro quem mandou que fossem feitos, quando foram produzidos e quais depoimentos e ocorrências foram recolhidas. O que está dito lá é que há “indícios crescentes” de assimetria de tratamento entre investigados de situação processual equivalente, o que estaria tornando a atuação de Mendonça “enviesada”. Um dos relatórios afirma, por exemplo, que o magistrado teria agido diferente nas investigações contra ACM Neto (União), candidato ao governo da Bahia, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, apesar dos casos “guardarem similaridades relevantes”. Nós perguntamos ao Supremo se o sigilo será levantado, como fez Mendonça a respeito de Moraes, mas não tivemos resposta. Em outro trecho da decisão, Moraes também alega que o vazamento das fotos do material sobre o senador Weverton Rocha (PDT-MA), envolvido no escândalo do INSS, demonstra um “descontrole na cadeia de custódia”, já que o conteúdo extraído do celular do parlamentar não integrava os autos.
Alexandre de Moraes utilizou relatório apócrifo da PF contra Mendonça sem aval de Fachin
Alexandre de Moraes utilizou relatório apócrifo da PF contra Mendonça sem aval de Fachin














