O relatório não detalha em que situação e para quem o ministro teria feito essas insinuações, e afirma se tratar de uma "hipótese" ainda sob observação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O relatório de inteligência da Polícia Federal divulgado nesta noite pelo ministro Alexandre de Moraes afirma, sem apresentar documentos ou qualquer outro elemento, que o ministro André Mendonça teria "contemporizado" sobre as suspeitas envolvendo o ministro Dias Toffoli e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e que teria adotado "postura defensiva" e alertado a corporação sobre eventuais imputações ao ministro Kássio Nunes Marques. O relatório não detalha em que situação e para quem o ministro teria feito essas insinuações, e afirma se tratar de uma "hipótese" ainda sob observação. O relatório também não é assinado por ninguém e nem possui o timbre tipicamente utilizado pela Polícia Federal em seus documentos. Segundo Moraes em sua decisão que tornou público o material, os relatórios de inteligência foram produzidos a pedido dele após notícias de que estariam sendo produzidos relatórios pela Polícia Federal a mando do ministro André Mendonça que poderiam implicar outros ministros da corte. Em um dos tópicos listados, o relatório aponta "diferença de disposição quanto ao avanço de linhas relativas a distintas autoridades alcançadas pela Operação Compliance Zero, apesar de similliaridade de estágio e de elementos". Na sequência, o texto compara a situação do ministro Alexandre de Moraes, que teve um relatório produzido sobre ele em 72h pela PF após ordem de Mendonça, com os ministros Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques: "Quanto ao ministro Alexandre de Moraes, o discurso do relator denota interesse no início de investigação formal quanto a ele, tendo solicitado mais de uma vez que a equipe de investigação encaminhasse alguma provocação a ele nesse sentido", diz o documento. "Já quanto ao ministro Dias Toffoli, há contemporização da parte do relator, apesar dos graves elementos de prova já encaminhados pela Polícia Federal ao STF", segue o texto em referência a um relatório feito pela PF e encaminhado ao presidente do STF no primeiro semestre deste ano. O documento nunca foi tornado público e foi discutido em uma reunião interna sigilosa entre os ministros. Após essa reunião, Toffoli deixou a relatoria do caso Master e o processo foi arquivado. Até hoje não há informação sobre eventual investigação sobre as suspeitas levantadas pela PF envolvendo Toffoli, que precisaria ser autorizada pelo plenário do STF. "O caso que mais chama a atenção é o do ministro Kassio Nunes Marques, em relação ao qual o relator apresenta postura abertamente defensiva, inclusive tendo sugerido em determinada oportunidade que a Polícia Federal deveria ficar atenta, pois eventuais imputações feitas contra o ministro pela mídia poderiam ser uma estratégia para enfraquecer o min. André Mendonça", segue o documento. Ao final deste tópico, o relatório afirma que as colocações seria uma "hipótese" e que não teria "sustentação nos elementos atuais": "A diferença se confirmada documentalmente é indicador relevante. Quanto a causa, a hipótese de correlação com afinidades internas ao colegiado e com origem de indicação para o cargo permanece sob observação, sem sustentação nos elementos atuais e sem necessidade para o juízo de risco: para efeito de gestão importa assimetria observável, não sua motivação", segue o documento. O relatório de 60 páginas é um dos documentos reunidos por Mores e que foi encaminhado ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin para avaliar eventuais medidas contra Mendonça. Nunes Marques e Mendonça — Foto: Cadu Gomes/VPR
Relatório da PF divulgado por Moraes indica, sem provas, que Mendonça teria tentado proteger Toffoli e Kássio
O relatório não detalha em que situação e para quem o ministro teria feito essas insinuações, e afirma se tratar de uma "hipótese" ainda sob observação












