O pedido de nulidade do relatório da PF feito por Paulo Gonet e a acusação contra André Mendonça feita por seu colega Alexandre de Moraes no inquérito das fake news serviram para criar uma narrativa de falsa equivalência no caso mais escandaloso da história do Supremo —ainda mais considerando que Gonet e Moraes são citados no relatório.
Segundo o PGR, Mendonça determinou investigação de um ministro da corte sem provocação do Ministério Público ou da PF e sem o rito exigido para integrantes do STF, o que seria ilegal.
Já Moraes usou o inquérito que, desde 2019, infringe garantias fundamentais para imputar a Mendonça ilícitos como abuso de autoridade. A base foi um relatório interno de inteligência da PF, e não se sabe como o ministro soube de sua existência, quando foi feito nem por quem. O texto contém sinais de uso de inteligência artificial, ilações políticas e afirma não ter valor probatório.
Mas Mendonça não determinou investigação de Moraes. Mandou identificar pessoas, inclusive com foro privilegiado, que foram mencionadas em conversas por celular durante investigação já em curso de Daniel Vorcaro. Ora, é preciso identificar oficialmente quem tem foro e os indícios de delitos para remeter o caso ao STF, que decidirá se os citados serão investigados. E foi isso o que Mendonça fez: pediu manifestação da PGR e apreciação do plenário da corte.















