O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, defendeu à coluna uma reforma do Judiciário e um debate sobre o papel da instituição após as eleições. Segundo ele, o Brasil voltou a sentir "os efeitos nefastos do ativismo judicial, com a politização do Judiciário e a judicialização da política".

"Há muita tensão entre os Três Poderes. Temos que devolver a eles a liturgia, a discrição e o recato, evitar que os poderes exerçam competências que não foram constitucionalmente delegadas a eles", afirma.

O advogado disse que parte das instituições foi "novamente capturada por interesses políticos e eleitorais" e defendeu que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, determine uma sindicância para apurar o suposto envolvimento de ministros da Corte com o banqueiro Daniel Vorcaro. "Fundamental que todas as acusações dirigidas aos ministros da Corte sejam rigorosamente apuradas", afirmou.

Para Carvalho, a alegação de Vorcaro de que foi pressionado pela PF (Polícia Federal) a não delatar pode se tratar de uma "delação-vingança" para prejudicar o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues.

O dono do Banco Master afirmou em depoimento ao gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça que, em sua opinião, a PF recusou sua proposta delação premiada três vezes porque ele poderia citar o nome do diretor-geral do órgão, Andrei Rodrigues.