O que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia fazer diante dos fatos de que a avaliação de seu governo piora sem parar desde julho e de que na prática está empatado com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno? O que mais virá nesta eleição no meio da lama da guerra jurídico-policial? Alexandre de Moraes e André Mendonça estão à beira das vias de fato, do duelo, no Supremo e muito mais. Difícil saber o que o eleitorado vai fazer disso.

O que vai fazer o petismo-lulismo? Esperar vazamento mortífero de inquérito policial que prejudique a candidatura de direita e extrema direita? Esperar que a lembrança reiterada da ficha corrida de Flávio convença alguns eleitores "nem-nem"? Passou o efeito Bolsonaro-Vorcaro. Lula enfim teria discurso novo a fazer que não soasse como oportunismo? Por quatro anos, discurso novo não houve.Todos os programas de benefícios sociais em dinheiro, de reduções de impostos e de facilitação de crédito estão em vigor, alguns faz anos ou desde o início deste 2026 (como a isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000). O lulismo acha que pode ganhar um par de pontos percentuais de votos relembrando na TV, no rádio e noutros meios de campanha que fez isso ou aquilo? Talvez um par de pontos. Talvez, apenas, porque a avaliação do governo vai na direção do fundo do poço de Lula 3. É a mesma do derrotado candidato à reeleição Jair Bolsonaro em 2022.