Nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL) chegaram ao início oficial da disputa pelo Planalto em momentos favoráveis. Em tal contexto, ambos podem encontrar motivos para se darem por satisfeitos com a estabilidade das intenções de voto captada pela nova pesquisa Datafolha.
A liderança de Lula e Flávio na corrida se mostra tão estável que, a esta altura, é a simulação de segundo turno que mais atrai as atenções. Nela, o mandatário petista tem 47% das intenções de voto, ante 43% do oposicionista à direita. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a liderança do primeiro é provável, mas não uma certeza.
Tal distância se mantém praticamente inalterada desde maio, quando o bolsonarista sofreu o impacto de suas relações com Daniel Vorcaro, do Banco Master, investigado pelo maior desfalque financeiro da história do país e por corrupção de autoridades nos três Poderes. Até então, o Datafolha mostrava empate entre os dois principais postulantes.
O desgaste de Flávio não se limitou à modesta desvantagem para Lula. Imposto pelo pai e ex-presidente Jair Bolsonaro para preservar a hegemonia familiar no campo conservador, o senador fluminense não foi capaz de formar alianças com outras siglas da direita ao centro.








