A nova pesquisa do Datafolha desenha uma eleição presidencial bem mais equilibrada do que Lula (PT) projetava quando viu o principal adversário enredado em suspeitas e mais apertada do que Flávio Bolsonaro (PL) esperava quando viu sua candidatura ser recebida com certo entusiasmo na direita.
Nos últimos dois meses, a vantagem de Lula sobre Flávio no primeiro turno passou de dez para seis pontos, numa sequência de oscilações que seguram o petista abaixo da barreira dos 40% e sustentam o bolsonarista como nome mais competitivo em seu campo.
Lula chega às primeiras semanas de campanha com um desafio redobrado: melhorar a avaliação de seu terceiro governo e se desviar de investigações envolvendo o filho Lulinha. Flávio ainda briga para convencer o eleitor de direita de que sua candidatura representa algo além do sobrenome que levará à urna e se defender de seu próprio escândalo.
Pontos-chave
Lula ainda não conseguiu amarrar o eleitor de maneira firme à ideia de que seu governo deve continuar por mais quatro anos. A piora dos índices de popularidade soa como sinal de alerta para a campanha.









