Eleições 2026

Lula não começa mal a largada da campanha, mas também não começa bem. A pesquisa Quaest, de 14 de agosto, mostra que a distância em relação a Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno caiu para apenas 3 pontos, recolocando uma situação de empate técnico. Em abril e maio, esse empate era ainda mais evidente. Mas em junho/julho, Lula chegou a abrir 8 pontos de vantagem no levantamento da ­Quaest­, e os agregadores de pesquisas mostraram uma vantagem média de 5 pontos. O presidente caiu de 33% para 29% no eleitorado independente e Flávio subiu de 30% para 33%, justamente na fatia que vai decidir as eleições.

Em julho, a avaliação positiva do governo conseguiu ficar levemente acima da negativa pela primeira vez desde 2024. Na última pesquisa, a negativa voltou a superar a positiva. Existe uma correlação entre avaliação do governo e desempenho eleitoral de Lula. Ao longo do terceiro mandato, a comunicação do governo foi desastrosa, mesmo no período de Sidônio Palmeira. Para que Lula tivesse começado bem a campanha, deveria ter uma vantagem de, no mínimo, 6 pontos e o governo deveria ter uma avaliação positiva fora da margem de erro sobre a avaliação negativa.

Novas denúncias deverão surgir contra Flávio Bolsonaro durante a campanha. Vamos imaginar que nenhuma delas terá a força de destruí-lo como candidato. E, no jogo do bem contra o mal em operação, por mais pecados que Flávio venha a ter, ele será “perdoado”, pois representa, para o eleitorado de direita, a ­possibilidade­ de derrotar o mal. Se assim for, Lula terá desafios significativos para enfrentar e superar. A pesquisa Quaest mostra que as principais preocupação do eleitorado são violência e segurança (27%), corrupção (19%), problemas sociais (16%), saúde (14%) e economia e custo de vida (9%).