Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ora não tem controle sobre o duelo de morte entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, também disputa de grupos de poder no Supremo e suas articulações na Polícia Federal e na política partidária. A eleição já seria disputada na delegacia, no porão do sistema de Justiça. Agora, é disputada na lama excrementícia que inunda o porão.
Ainda que pretenda pegar o touro à unha, Fachin não pode decretar o fim ou o controle de investigações (em curso ou por serem abertas). Também não tem poder político de controlar o tiroteio. Pelo menos 6 de 9 ministros estão envolvidos na disputa (o décimo ministro é Fachin).
Alguém vai conseguir propor acordo (ou acordão)? Alguém quer? Note-se que o próximo presidente da República deve nomear quatro ministros do STF. Ministros do STF amigos do candidato vencedor vão influenciar a escolha dos novos colegas. É muito poder em jogo na mesa.
Quem se beneficia?
Beneficiam-se investigados, como Daniel Vorcaro e turma do mundo de negócios financeiros e políticos, entre outros. Inquéritos podem ser anulados por causa da suprema baixaria.













