O Datafolha frustrou quem esperava aperto da diferença de votação entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na sexta passada, centrais de boatos e "análises" de gentes dos mercados animavam-se com essa hipótese, baseada em rumores de pesquisas de partidos ("trackings"), de confiabilidade inverificável.
Em eleição apertada, escândalos ou manipulações podem mudar o jogo. A julgar pelas pesquisas, uns 3% do eleitorado tem se movido por causa disso, até agora. Mas há números maiores sendo esquecidos.
Desde maio a votação de Lula e Flávio no segundo turno quase não se moveu; desde março, o movimento foi mínimo. No segundo turno, um antilula continua a ter uns 40% dos votos. Em votos válidos de segundo turno, Lula tem 52%, Flávio 48%.
Também notável, 35% dos eleitores de Flávio votam nele para impedir a vitória de outro (no caso de Lula, 23%). Bolsonaro tem problemas com mulheres, não leva vantagem no Sudeste; Lula tem problema na "classe média" (renda de dois a cinco salários mínimos). Um cenário sem mudança.
A popularidade de Lula está no vermelho desde o início de 2025, embora com flutuações relevantes em eleição apertada. Ainda assim, no segundo turno a votação de Lula é entre 10 pontos e 18 pontos maior do que sua nota "ótimo/bom" em grandes categorias de eleitores (sexo, renda, região, religião).









