Movimento inclui nomes que integram a base do governo Lula; Mendonça também é alvo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes — Foto: Brenno Carvalho; Ana Paula Paiva/Valor; Cristiano Mariz Um dia depois da publicação da troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, alguns dos principais nomes da esquerda se posicionaram pedindo investigações sobre o caso. Ao mesmo tempo, fizeram cobranças sobre o caso Dark Horse, que liga o banqueiro a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. O PT, por meio de seu presidente nacional Edinho Silva, citou reportagem publicada pela revista Piauí na terça para cobrar esclarecimentos sobre a relação entre Flávio e Vorcaro. A reportagem denuncia o que seria um sétimo repasse do banqueiro à produção do filme Dark Horse, biografia do pai, Jair. "Quando veio a público que o banqueiro Daniel Vocaro havia repassado dinheiro para a família Bolsonaro, onde um áudio do Flávio Bolsonaro foi divulgado pedindo dinheiro ao banqueiro, dinheiro que foi remetido para um fundo nos Estados Unidos, o Flávio disse que era mentira. Depois admitiu o repasse", diz Edinho. Os pedidos de investigação sobre o filme dividem a maioria das postagens com os posicionamentos sobre a crise no STF. Líder do governo na Câmara, por exemplo, o deputado federal Paulo Pimenta (PT) uniu os dois temas em posicionamento, em vídeo: "Se tem candidato a presidente da República envolvido na gravíssima denúncia sobre as irregularidades que envolvem o Banco Master, ele tem que ser investigado. E os demais personagens que estão aparecendo também devem ser investigados [...] Aquelas pessoas que estão envolvidas em algum tipo de irregularidade devem ser exemplarmente punidas por isso", afirmou. Candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) falou em "seletividade" sobre os vazamentos de informações da Polícia Federal no caso Master, citando Flávio e criticando o sigilo na investigação sobre o candidato à Presidência: "Ele é melhor que os outros senadores ou que o ministro Supremo? Por que ele está sendo preservado? Até quando ele será protegido?", questionou. Ex-ministra do Planejamento Simone Tebet e candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) seguiu a mesma linha: "É fundamental que o plenário do Supremo, já que tornou públicos documentos sobre o ministro, torne público os documentos sobre Flávio Bolsonaro", pediu. Críticas a Mendonça Nomes como Pedro Uczai (PT), Jandira Feghali (PC do B) e Sâmia Bomfim (PSOL) também citaram o ministro do Supremo André Mendonça, relator do caso Master, que autorizou a publicação dos relatórios que continham as conversas entre Moraes e Vorcaro. O deputado federal Lindbergh Farias (PT), um dos principais aliados do governo Lula, citou nominalmente Moraes, Mendonça e Flávio ao comentar a crise em entrevista ao Canal UOL, nesta quarta-feira: "Se existe alguma denúncia, o ministro Alexandre de Moraes tem que se explicar, o ministro André Mendonça tem que se explicar. Deputado, senador, Flávio Bolsonaro. Todo mundo tem que se explicar. Esse é o princípio que nós estamos defendendo".