Participantes do mercado acreditam que envolvimento do ministro do STF Alexandre de Moraes no caso Master enfraquece a candidatura de Lula 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, do STF — Foto: Antonio Augusto/STF A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos contornos após o ministro Alexandre de Moraes pedir que o ministro André Mendonça seja investigado por suposto abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Nesse contexto, os agentes financeiros devem acompanhar com atenção os desdobramentos do caso, enquanto repercutem a pesquisa Datafolha, que reforçou o acirramento da disputa pelo Planalto em outubro, e monitoram o exterior com a divulgação do relatório oficial de empregos dos Estados Unidos (“payroll”) nesta sexta-feira. O episódio ocorre após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que citava mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, a um contato atribuído a Moraes. Diante disso, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que os dois ministros, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestem em até cinco dias úteis sobre o caso. Segundo participantes do mercado, o envolvimento de Moraes no caso Master enfraquece a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo que o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja alvo de investigações sobre sua interlocução com Vorcaro no financiamento do filme "Dark Horse". A redução da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro foi reforçada pela pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira. No primeiro turno, o petista aparece com 38% das intenções de voto, ante 33% do senador. No segundo turno, os dois estão em empate técnico, com 46% para Lula e 44% para Flávio. Como o levantamento foi divulgado após o fechamento dos mercados, é possível que os ativos locais reajam no pregão desta sexta. Ontem, o Ibovespa encerrou estável, aos 185.188,13 pontos, após 11 sessões de alta, em um movimento de realização de lucros, enquanto o dólar recuou 0,08%, a R$ 5,1045, na quarta queda seguida. Os juros futuros, por sua vez, recuaram pelo terceiro dia consecutivo, com forte descompressão dos prêmios de risco, dando sequência ao rali impulsionado pela perspectiva de uma disputa mais acirrada nas eleições presidenciais. No exterior, as atenções se voltam para o “payroll”. As previsões apontam para a criação de 53 mil vagas, após a queda de 23 mil no mês anterior, segundo estimativas coletadas pelo The Wall Street Journal. Já a taxa de desemprego deve se manter estável em 4,1%. Por volta das 8h15, o futuro do S&P 500 subia 0,05% e do Nasdaq ganhava 0,46%. O DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,06%, aos 99,06 pontos.
Manhã no mercado: Investidores monitoram crise no STF e repercutem Datafolha antes do ‘payroll’
Participantes do mercado acreditam que envolvimento do ministro do STF Alexandre de Moraes no caso Master enfraquece a candidatura de Lula














