Bolsonaristas reagiram ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que pediu, nesta quinta (3), que o colega André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O despacho foi assinado no âmbito do inquérito das fake news e encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, para providências.

O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) tentou vincular o magistrado a seu principal adversário na campanha, o presidente Lula (PT). "O Brasil é muito maior do que o ministro do Lula. Sim, Lula e Moraes vão perder porque o Brasil vai vencer", escreveu em rede social.

Posteriormente, escreveu, sem apresentar provas, que haveria articulação para uma "ação ilegal" contra ele, por parte do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de Moraes e do ministro Flávio Dino. "Caso se confirme, é a comprovação de que o Brasil virou uma várzea, terra sem lei, onde os que se acham donos do país armam farsas contra seus adversários."

Irmão do presidenciável, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que foi condenado no Supremo neste ano por coação, disse que Moraes comprova que a "única utilidade do inquérito das fake news" é perseguir. "Ditadores antes de cair sempre dobram a aposta. Não é novidade. É chegado o momento de extirpar este câncer do Brasil e mandá-lo para a cadeia pelos seus abusos de poder", disse, em rede social.